Decisão para pôr fim a tabus
A definição das finalistas da Copa do Mundo de 2010 – Holanda e Espanha – vem quebrar alguns paradigmas que circundam as decisões dos Mundiais. A primeira delas é que, depois de anos, teremos um novo integrante no seleto rol das Seleções que levantaram o troféu de campeão.
A última final entre times que nunca foram campeões havia sido disputada em 1978, entre Argentina e a Holanda, que antes havia disputado a decisão em 1974 e perdido para a Alemanha. A Espanha, por sua vez, chega à final pela primeira vez.
Um outro ponto a ser lembrado é que, ao menos temporariamente, cai por terra o mito de que ‘Time que chega favorito à Copa não ganha o título’. Ora, Espanha e Holanda, além de vencer todos os seus jogos nas eliminatórias europeias, aportaram no Mundial ostentando boas séries invictas.
Os Laranjas não perdem desde setembro de 2008 – 25 jogos sem derrota. Tudo bem que a Espanha perdeu para a Suíça na primeira rodada da Copa, mas carregava um cartel de 12 jogos de invencibilidade, desde junho de 2009.
Outro ponto que serve para sustentar a tese do favoritismo é a qualidade dos jogadores de cada time. Sneijder, destaque maior da Inter de Milão, e Robben, expoente do Bayern de Munique, duelaram recentemente pela final da Chapions League. A Holanda ainda conta com nomes como Van Bommel, do mesmo Bayern, Van Persie, do Arsenal, e Kuyt, do Liverpool, entre outros.
Já a Espanha tem a base do time montada por jogadores do Barcelona (Piqué, Puyol, Busquets, Xavi, Iniesta) e do Real Madrid (Casillas, Sérgio Ramos Xabi Alonso), além de Fábregas, Fernando Torres e David Villa.
Para finalizar, o campeão será o primeiro europeu a conquistar a Copa do Mundo fora do seu continente. O Brasil já havia feito o mesmo em 1958, na Suécia, e em 2002, na Coreia e Japão.
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