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Uma zebra asiática na Copa de 66

11/11/2009
dooik

Pôster comemorativo da vitória norte-coreana sobre a Itália em 1966

Em 1966 a Coreia do Norte surpreendeu o mundo da bola em sua participação na Copa do Mundo realizada na Inglaterra. Eliminou ninguém menos que a então bicampeã Itália e fez um jogo de quartas-de-final surpreendente contra a forte seleção de Portugal.

O período em que a seleção asiática surpreendeu a todos durou quatro dias – de 19 a 23 de julho – exatamente o intervalo entre as duas partidas já citadas. Anteriormente, nos dois jogos disputados no Mundial, a Coreia do Norte não havia feito algo digno de registro.

Perdeu por 3×0 para a União Soviética, na estreia, e em seguida empatou com o Chile por 1×1 (gol de Pak Seung-Zin). No terceiro jogo enfrentaria a Itália, que precisava apenas do empate para se classificar à fase subsequente.

Ninguém apostaria uma ficha nos norte-coreanos. Mas não é que eles venceram a Azurra? Ainda no primeiro tempo Pak Doo-Ik marcou o gol de uma das maiores zebras da história do futebol. A partida, realizada no estádio Ayresome Park, em Middlesbrough, terminou em 1×0 para a Coreia, que avançava às quartas-de-final da Copa do Mundo.

O próximo embate seria contra a Seleção Portuguesa, de Eusébio – havia eliminado ninguém menos que o Brasil. Acredite se quiser: aos 24 minutos a Coreia já vencia por 3×0.

Os portugueses, no entanto, não permitiram que a zebra galopasse no Goodison Park, em Liverpool. A reação foi rápida e com direito a show particular de Eusébio, que terminaria como artilheiro daquela Copa. O Pantera Negra marcou quatro gols entre os 27 minutos do primeiro tempo e os 14 do segundo para virar o jogo. José Augusto, aos 34, ainda marcaria mais um.

Era o fim do brilho meteórico da Coreia do Norte. Naquela Copa, pois em todos os livros de história do futebol, o feito de Pak Doo-Ik e sua trupe merece lugar de destaque.

Pak Doo-Ik chuta para entrar para a História

Pak Doo-Ik chuta para fazer História

O hat-trick de Geoff Hurst

16/10/2009
Ele foi o único jogador a marcar três gols em uma final de Copa do Mundo. O inglês Geoff Hurst usava a camisa 10 na Copa de 1966, em que seu país, a Inglaterra, venceu a Copa em casa.
Primeiro gol de Hurst na final da Copa de 66 veio nesta cabeçada, após cruzamento de Bobby Moore

Primeiro gol de Hurst na final da Copa de 66 veio nesta cabeçada, após cruzamento de Bobby Moore

Em um time que tinha estrelas do quilate de Gordon Banks no gol, Bobby Moore na zaga e Bobby Charlton no ataque, coube a Hurst brilhar na decisão do Mundial contra a Alemanha Ocidental, marcando nada menos que um hat-trick em Wembley.
Bem… um dos gols não foi tão gol assim. A polêmica bola que não entrou na final da Copa de 1966 saiu de um chute de Hurst, na prorrogação. Após um 2×2 no tempo normal, a Copa estava sendo decidida no tempo extra. Hurst e Peters haviam marcado os gols ingleses, enquanto Haller e Weber (no último minuto) anotaram para os germânicos.
O cronômetro já marcava 10 minutos do primeiro tempo da prorrogação quando Allan Ball cruzou da direita e Hurst chutou. A bola bateu no travessão, quicou fora da linha de gol, o zagueiro espanou para fora… mas o árbitro suíço Gottfried Dienst, após consultar o auxiliar russo Tofik Bakhramov correu para o centro do campo, validando o gol.
Os alemães ficaram revoltados, enquanto os inventores do futebol estavam eufóricos – tanto no campo, quanto nas arquibancadas. Mas Hurst ainda não estava satisfeito. No derradeiro minuto, o então jogador do West Ham recebeu uma bola pela esquerda e avançou rumo à área.
“Tentei chutar o mais forte que pude. O jogo estava perto do final, e se a bola fosse pra fora do estádio, caísse no estacionamento, ganharíamos mais tempo. Tentei chutar o mais forte que pude”, declarou Hurst. Saiu melhor que a encomenda. A bola foi no ângulo do goleiro Tilkowsk, o time do técnico Alf Ramsey venceu por 4×2 e os súditos da rainha comemoravam, em casa, seu primeiro título mundial.

Ele foi o único jogador a marcar três gols em uma final de Copa do Mundo. O inglês Geoff Hurst usava a camisa 10 na Copa de 1966. Em um time que tinha estrelas do quilate de Gordon Banks no gol, Bobby Moore na zaga e Bobby Charlton no ataque, coube a ele brilhar na decisão do Mundial contra a Alemanha Ocidental, marcando nada menos que um hat-trick em Wembley.

Bem… um dos gols não foi tão gol assim. A polêmica bola que não entrou na final da Copa de 1966 saiu de um chute de Hurst, na prorrogação. Após um 2×2 no tempo normal, a Copa estava sendo decidida no tempo extra. Hurst e Peters haviam marcado os gols ingleses, enquanto Haller e Weber (no último minuto) anotaram para os germânicos.

O cronômetro já marcava 10 minutos do primeiro tempo da prorrogação quando Allan Ball cruzou da direita e Hurst chutou. A bola bateu no travessão, quicou fora da linha de gol, o zagueiro espanou para fora… mas o árbitro suíço Gottfried Dienst, após consultar o auxiliar russo Tofik Bakhramov correu para o centro do campo, validando o gol.

Os alemães ficaram revoltados, enquanto os inventores do futebol estavam eufóricos – tanto no campo, quanto nas arquibancadas. Mas Hurst ainda não estava satisfeito. No derradeiro minuto, o então jogador do West Ham recebeu uma bola pela esquerda e avançou rumo à área.

“Tentei chutar o mais forte que pude. O jogo estava perto do final, e se a bola fosse pra fora do estádio, caísse no estacionamento, ganharíamos mais tempo. Tentei chutar o mais forte que pude”, declarou Hurst. Saiu melhor que a encomenda. A bola foi no ângulo do goleiro Tilkowsk, o time do técnico Alf Ramsey venceu por 4×2 e os súditos da rainha comemoravam, em casa, seu primeiro título mundial.

Hurst chuta a bola que não entrou, mas valeu para as estatísticas do hat-trick

Hurst chuta a bola que não entrou, mas valeu para as estatísticas do hat-trick