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Copa 2010 – Análise do Grupo F

22/12/2009

Convenhamos: salvo algo de muito extraordinário aconteça, Itália e Paraguai devem ficar com as duas vagas do Grupo F. Talvez o maior adversário dos sul-americanos seja a Eslováquia, mas não acho que exista espaço para esta surpresa. Já a Nova Zelândia não mete medo em ninguém.

Itália – Tradicionais sofredores na primeira fase, desta vez os italianos terão tudo para respirar aliviados. Com boa base campeã de 2006, a Azurra não deve ter problemas para confirmar a primeira colocação do grupo. O time conta com a segurança do goleiro Buffon e a tranquilidade do zagueiro Canavarro. Grosso é um lateral versátil. Pirlo é o termômetro do meio-de-campo e conta com a boa ajuda de Camoranesi. Luca Toni é um centroavante em má-fase, mas ainda apostaria nele como titular.

Fabio Grosso

Paraguai – Vem se firmando como uma das forças da América do Sul. De 1998 pra cá, esteve presente em todos os Mundiais. Falta-lhe ainda uma campanha mais consistente. O gordinho Cabañas, do América do México, é um dos destaques da equipe guarany. Morel Rodríguez, defensor do Boca Juniors, é um atleta com boa regularidade. A eterna promessa Roque Santa Cruz é que nunca vingou. Avança às oitavas junto com a Itália.

Salvador Cabañas

Nova Zelândia – A mera participação já é um presente enorme para os All Whites. A primeira e única vez que havia chegado a uma Copa foi em 1982, quando caiu no grupo do Brasil. Contribuiu bastante para este retorno a ida da Austrália para disputar as eliminatórias da Ásia. A nova Zelândia então eliminou o Bahrein na repescagem, com um gol de Rory Fallon, e vai passear na África do Sul. O capitão Ryan Nielsen joga pelo Blackburn da Inglaterra.

Ryan Nelsen

Eslováquia – Nas eliminatórias, despachou República Tcheca e Polônia e mandou a Eslovênia para a repescagem. Alguns de seus atletas atuam nos grandes centros do futebol europeu, como o atacante Marek Ramsik, do Napoli e o bom zagueiro Martin Skrtel, do Liverpool. Sestak e Vittek formam o ataque do time comandado pelo técnico Vladimir Weiss.

Martin Skrtel

Palpite Offside: Itália em primeiro e Paraguai em segundo.

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Uma zebra asiática na Copa de 66

11/11/2009
dooik

Pôster comemorativo da vitória norte-coreana sobre a Itália em 1966

Em 1966 a Coreia do Norte surpreendeu o mundo da bola em sua participação na Copa do Mundo realizada na Inglaterra. Eliminou ninguém menos que a então bicampeã Itália e fez um jogo de quartas-de-final surpreendente contra a forte seleção de Portugal.

O período em que a seleção asiática surpreendeu a todos durou quatro dias – de 19 a 23 de julho – exatamente o intervalo entre as duas partidas já citadas. Anteriormente, nos dois jogos disputados no Mundial, a Coreia do Norte não havia feito algo digno de registro.

Perdeu por 3×0 para a União Soviética, na estreia, e em seguida empatou com o Chile por 1×1 (gol de Pak Seung-Zin). No terceiro jogo enfrentaria a Itália, que precisava apenas do empate para se classificar à fase subsequente.

Ninguém apostaria uma ficha nos norte-coreanos. Mas não é que eles venceram a Azurra? Ainda no primeiro tempo Pak Doo-Ik marcou o gol de uma das maiores zebras da história do futebol. A partida, realizada no estádio Ayresome Park, em Middlesbrough, terminou em 1×0 para a Coreia, que avançava às quartas-de-final da Copa do Mundo.

O próximo embate seria contra a Seleção Portuguesa, de Eusébio – havia eliminado ninguém menos que o Brasil. Acredite se quiser: aos 24 minutos a Coreia já vencia por 3×0.

Os portugueses, no entanto, não permitiram que a zebra galopasse no Goodison Park, em Liverpool. A reação foi rápida e com direito a show particular de Eusébio, que terminaria como artilheiro daquela Copa. O Pantera Negra marcou quatro gols entre os 27 minutos do primeiro tempo e os 14 do segundo para virar o jogo. José Augusto, aos 34, ainda marcaria mais um.

Era o fim do brilho meteórico da Coreia do Norte. Naquela Copa, pois em todos os livros de história do futebol, o feito de Pak Doo-Ik e sua trupe merece lugar de destaque.

Pak Doo-Ik chuta para entrar para a História

Pak Doo-Ik chuta para fazer História