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Capitães que levantaram as Copas

10/02/2010

O desafio do jornalista Paulo Vinícius Coelho desta terça-feira, 9 de fevereiro, fala sobre capitães que ergueram as taças das Copas do Mundo.

A enquete proposta: Nunca um jogador levantou a taça duas vezes como capitão. Verdadeiro ou falso?

Obdulio Varela

É Verdadeiro. Vejamos:

Copa de 1930 – Campeão: Uruguai. José Nazassi levantou a taça.
Copa de 1934 – Campeão: Itália. Gianpiero Combi levantou a taça.
Copa de 1938 – Campeão: Itália. Giuseppe Meazza levantou a taça.
Copa de 1950 – Campeão: Uruguai. Obdulio Varela levantou a taça.
Copa de 1954 – Campeão: Alemanha. Fritz Walter levantou a taça
Copa de 1958 – Campeão: Brasil. Bellini levantou a taça.
Copa de 1962 – Campeão: Brasil. Mauro levantou a taça.
Copa de 1966 – Campeão: Inglaterra. Bobby Moore levantou a taça.
Copa de 1970 – Campeão: Brasil. Carlos Alberto Torres levantou a taça.
Copa de 1974 – Campeão: Alemanha. Franz Beckenbauer levantou a taça.
Copa de 1978 – Campeão: Argentina. Daniel Passarella levantou a taça.
Copa de 1982 – Campeão: Itália. Dino Zoff levantou a taça.
Copa de 1986 – Campeão: Argentina. Maradona levantou a taça.
Copa de 1990. Campeão: Alemanha. Lothar Matthäus levantou a taça.
Copa de 1994 – Campeão: Brasil. Dunga levantou a taça.
Copa de 1998 – Campeão: França. Didier Deschamps levantou a taça.
Copa de 2002 – Campeão: Brasil. Cafu levantou a taça.
Copa de 2006 – Campeão: Itália. Cannavaro levantou a taça.

Possíveis pegadinhas: Meazza, capitão campeão em 1938, estava na Seleção da Itália de 1934, mas ali era Combi o capitão.

Giuseppe Meazza

O mesmo aconteceu com o brasileiro Belini. Campeão e capitão em 1958, foi reserva em 1962, quando Mauro levantou a Jules Rimet.

Daniel Passarella, capitão argentino em 1978, esteve no banco em 1986. Maradona era o capitão.

Daniel Passarella

Cafu, campeão em 1994 como reserva durante a maior parte da Copa, levantou a taça em 2002.

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Comemoração unificada

25/11/2009

O muro já havia caído há alguns meses, mas a Alemanha continuava dividida entre os lados Ocidental e Oriental. Chegava então junho de 1990, e a Alemanha Ocidental começava a disputar a Copa do Mundo da Itália.

O forte time, que tinha como destaques o meio-campista Lothar Matthaus e o atacante Jurgen Klinsmann, mostrou-se eficiente já na primeira fase, ao golear Iugoslávia e Emirados Árabes no Grupo D. Na última partida, já classificada, empatou com a Colômbia por 1×1.

Veio o jogo das oitavas-de-final, entre Alemanha Ocidental e Holanda, no estádio San Siro, em Milão. Os alemães Brehme, Matthaus e Klinsmann defendiam a Internazionale de Milão, enquanto os holandeses Rijkaard, Gullit e Van Basten jogavam no Milan – acostumados à rivalidade no Campeonato Italiano, levaram toda a tensão para o jogo da Copa do Mundo. Rijkaard cuspiu no alemão Völler e ambos foram expulsos, ainda no primeiro tempo. A Alemanha venceu por 2×1 e avançou às quartas.

O holandês Rijkaard cospe no alemão Völler: ambos foram expulsos

A essa altura as duas Alemanhas já se sentiam uma só, e o sentimento de reunificação ia aflorando cada vez mais. A BRD passou por Tchecoslováquia nas quartas, Inglaterra nas semifinais e superou a Argentina na grande decisão, no Estádio Olímpico de Roma. Brehme, de pênalti, marcou o gol da vitória por 1×0, em 8 de julho. Os dois lados comemoraram.

Depois de pouco menos de três meses, em 3 de outubro, o território da Alemanha Oriental foi incorporado à Alemanha Ocidental. Não que o futebol tenha sido fator determinante na reunificação, mas foi responsável por uma união de bons sentimentos naqueles meses de junho e julho de 1990.