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A incrível Romênia de 94

21/10/2009
Raducioiu, centroavante da Romênia em 94

Raducioiu, centroavante da Romênia em 94

Para os seres humanos fanáticos por futebol, nenhuma época é tão apaixonante quanto a de uma Copa do Mundo. Principalmente quando se tinha 13 anos e as férias escolares estavam prestes a começar. O resultado desta combinação era futebol na cabeça, 24 horas por dia.

Pois este era o meu cotidiano durante a Copa de 94. Assistia a todas as partidas, comprava revistas especializadas, lia jornais, colecionava figurinhas, discutia os resultados dos jogos com as outras pessoas. Tanto que ao final daquele ano, a passagem da 7ª para a 8ª série do Colégio São Luís, em Recife, deu-se da forma mais dramática possível. Mas voltemos ao futebol.

Nenhuma seleção me encantou tanto naquela Copa quanto a Romênia. Muito se deve a uma dupla infernal do time balcânico: o meia Gheorge Hagi, que usava a camisa 10, e o atacante Florin Valeriu Raducioiu, centroavante clássico, com a 9 às costas.

Na primeira partida daquele mundial eles só não fizeram chover e levaram a Romênia a bater a Colômbia – apontada por muitos como uma das favoritas a levar aquele mundial – por fáceis 3×1.

No jogo contra a Argentina, válido pelas oitavas-de-final, Raducioiu desfalcou a Romênia. Mas em campo havia Ilie Dumitrescu. O camisa 11 chamou a responsabilidade para si e ajudou a mandar nossos Hermanos para casa mais cedo.

Fez 1×0 com uma belíssima cobrança de falta por cobertura. Batistuta empatou de pênalti, mas Dumitrescu voltaria a colocar os romenos à frente do placar, após receber passe açucarado de Hagi. No segundo tempo, em contra-ataque de cinema, o baixinho camisa 10 ampliou para 3×1. Balbo ainda descontou, mas a seleção de Maradona (que dias antes havia sido suspenso por dopping) antecipou mesmo o voo Los Angeles-Buenos Aires.

A Romênia passava às quartas-de-final, mas seria eliminada nos pênaltis pela Suécia. Até hoje não gosto do goleiro nórdico, Thomas Ravelli, principal responsável pela classificação de sua seleção. Idolatrados por muitos garotos da minha época, Ravelli fazia dancinhas e caras de palhaço quando defendia um pênalti. Eu não achava a menor graça. Afinal, ele havia eliminado a Romênia.

Ravelli, o goleiro palhaço

Ravelli, o goleiro palhaço